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Com mais de 53 anos de estrada Os Serranos levam seus sucessos nos eventos e bailes gaúchos de MT

Publicado 12/06/2022 - 21:18 e atualizado 12/06/2022 - 21:29
Por: Roberto Paulo/Redação

Um dos grupos gauchescos mais prestigiados do sul do Brasil, Os Serranos é um dos conjuntos mais convocado (contratado) constantemente para grandes eventos (shows e bailes) em Mato Grosso, assim como no Brasil todo. Os músicos do grupo vivem uma verdadeira maratona, de cidade em cidade, seja de ônibus próprio ou de avião para poder atender o chamado dos fãs e contratantes.

Só em 2022, no período pós pandemia, o grupo já viajou duas vezes ao norte do estado de Mato Grosso, com shows e bailes em Lucas do rio Verde (03 vezes), Sorriso, Sinop e Terra Nova do Norte. Na última viagem o grupo se apresentou duas vezes em Lucas do rio verde, sendo nos dias 20 e 21 de maio, quando animou a festa de 30 anos da empresa KSB Agribusiness e também um baile gaúcho para o CTG Sentinela da Tradição.

Edson Dutra, fundador, Gaiteiro e cantor do grupo diz que Os Serranos tem uma predileção pelo agronegócio, que move a economia mato-grossense, sendo que a maioria dos músicos do grupo saíram do agro e viveram no campo.

“Nós temos vários colegas aqui que tiveram os pais e avós ligados ao agro, o Wiliam Hengen, gaiteiro e cantor do grupo compôs uma música com o título ‘O Milho e a Família’ coletando dados e informações do próprio avô. Temos o Juliano Santos (baterista), onde seu pai possui fazendas em São Francisco de Paula-RS, é um homem que se criou no lombo do cavalo e tirando leite de vaca e conhecendo a lida campeira. Assim temos também o Madruga (Jeferson Braz), baixista e cantor, que se criou em Livramento na lida campeira com seus pais, e o Paulo Feijó, nosso cantor que é o homem do lombo do cavalo, o qual tem uma experiência grande em rodeios. Eu também tive toda esta vivência com o meu irmão Everton (Toco), baixista e vocalista. O Estevão Guedes (gaiteiro) lá das Missões também é um homem ligado ao campo. Todos nós temos este viés do campo e estar sempre aqui (em Mato Grosso) é uma grande alegria para nós”, disse.

 Contrapontos da pandemia e lives

O período da pandemia vivido pelo mundo inteiro em 2020 e 2021 atingiu também a classe artística, que teve que lutar através de outras ferramentas (lives) para seguir em frente com os projetos da música. Para Edson Dutra, os fatores foram muito mais contra do que prós. “Nós gostaríamos de ter seguidos as nossas vidas, assim como gostaríamos que o mundo todo seguisse suas vidas normalmente, pois nós estaríamos todos hoje num patamar muito melhor em todos os setores do país, salvo alguns que de certo modo, e não por culpa deles, tiveram algum proveito da pandemia, mas tivemos que passar por este revés e passamos com muito sacrifício com as lives que foi uma das grandes novidades, que consideramos uma exceção no lado positivo”, destacou.

Dutra ressaltou que a pandemia fez o grupo refletir muito sobre a vida, sobre os reveses que a vida apresenta e que se deve sempre estar mais preparado para isso, inclusive na parte financeira.

“Tivemos neste período a perda irreparável de muitas pessoas, que senão fosse essa pandemia, todos estariam no meio de nós, pessoas das nossas relações, até de nossas famílias, não específica da minha, mas de nosso convívio. O importante agora é que estamos de volta aos palcos, com o país buscando novos horizontes e reagindo a tudo isso, pois o Brasil deu um grande exemplo de enfrentamento à pandemia de todas as formas e esperamos que logo possamos todos voltar a plena normalidade das nossas ações. Os Serranos, com a graça de Deus já estão na sua normalidade, por que estamos trabalhando muito, não vencemos a nossa agenda e logo-logo deveremos estar lançando no mercado novos produtos com novos clips, por que Os Serranos não param, e juntamente com todos os nossos colegas aqui, nós lutamos pelo nome ‘Os Serranos’ e pela projeção da música gaúcha. Estamos juntos nesta carteada para valorizar a nossa cultura gaúcha e a nossa cultura verde e amarela”, enfatizou o grande cantor Edson Dutra.

‘O MILHO E A FAMÍLIA’

Música conta a história de pequenos agricultores e homenageia avô de autor

 

O cantor e gaiteiro do grupo Os Serranos, Wiliam Hengen lançou recentemente a música de sua autoria ‘O milho e a família’. Segundo ele, a letra foi uma forma de homenagear, de certa forma os pequenos agricultores e a sua família, que plantavam o milho para a sua própria subsistência. 

“O milho foi e é fundamental na economia da nossa família, e a partir daí foi se evoluindo tudo, e hoje nos sentimos muito felizes ao ver que nossos fãs aqui no estado de Mato Grosso conhecem esta música que, universalmente serve tanto para o pequeno agricultor, quanto para o grande produtor de grãos do Brasil”, frisou.

A música ‘O milho e a Família’ foi cantada duas vezes durante o show na festa de 30 anos da KSB Agribusiness e também no baile promovido pelo CTG Sentinela da Tradição. Momento ímpar, uma vez que os Serranos estavam em uma região que lidera a produção de milho no país e a cultura do cereal está em plena colheita da safra.

Letra

Vivo do milho que eu planto e também trato a bicharada
Com polenta e milho verde, eu criei a filharada.

Faço quirera pro pintos, pato, galinha e porcada
Ainda guardo talo e folha pra algum tempo de geada.

Faço conta do que eu uso e do que eu posso vender
Levo o tanto que me sobra no vizinho pra moer.

Faço o brique no bolicho por coisas de precisão
Querosene, sal e erva, arame, prego e facão.

A alegria de um bravo agricultor
Ver o milho embonecrando com chuva, sol e calor
Família unida nos costumes do interior
Pede proteção ao céu e cuida a terra com amor.

Vida de quem é do campo, defendendo sua existência
E, buscando seu caminho, fez daqui sua querência.

Não se assusta com prenúncio de algum inverno bem feio
Deus abençoou a safra e está com o paiol bem cheio.

Milho que seca no pé, tá sujeito a apodrecer
Se é tempo de chuvarada e a nuvem aparecer.

Quebra a planta em cotovelo, serviço da gurizada
É um festival de coceira, beliscão e gargalhada.

A alegria de um bravo agricultor
Ver o milho embonecrando com chuva, sol e calor
Família unida nos costumes do interior
Pede proteção ao céu e cuida a terra com amor.

Grão que nos dá o sustento, digo com toda certeza
Rico ou pobre, não importa, presente em todas as mesas.

Brasil do colono forte que, na primária cultura
Semeia nosso alimento e nos dá tanta fartura.

Do pé, se aproveita tudo e no trançado, se trabalha
Cadeira, cama e colchão, balaio e chapéu de palha.

Entre secas e geadas, sigo aguentando o repuxo
Só me assombra a rataiada, as lagarta e os caruncho.

A alegria de um bravo agricultor
Ver o milho embonecrando com chuva, sol e calor.

Família unida nos costumes do interior
Pede proteção ao céu e cuida a terra com amor

 

 



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